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[INTENSIVO - GABARITO] Módulos - 1º ano EM

Público·1 membro

[INTENSIVO - GABARITO] Módulo 2 - 1º ano EM


Gabarito comentado — Intertextualidade

Questão 1 — Alternativa B

B) alusão, porque faz referência indireta a uma estrutura ou universo textual conhecido.

A expressão:

“Era uma vez...”

remete imediatamente ao universo dos contos de fadas, mesmo sem reproduzir um trecho específico de uma obra.

A alusão ocorre justamente quando um texto faz uma referência indireta a outro texto, personagem, acontecimento, obra ou universo cultural, esperando que o leitor reconheça essa relação.

  • A) Incorreta. Não há reprodução literal de um trecho.

  • C) Incorreta. Não houve passagem de uma língua para outra.

  • D) Incorreta. A epígrafe aparece geralmente antes de um texto como uma citação ou referência.

  • E) Incorreta. Translação envolve adaptação de expressão estrangeira à nova composição linguística.

Conceito-chave: alusão = referência indireta.


Questão 2 — Alternativa C

C) citação.

O texto apresenta explicitamente:

“Como escreveu Carlos Drummond de Andrade, ‘No meio do caminho tinha uma pedra’.”

Nesse caso, há reprodução direta de palavras de outro texto, com indicação de sua autoria.

Isso caracteriza a citação, uma das formas mais explícitas de intertextualidade.

  • A) Incorreta. Na paráfrase, a ideia é retomada com outra construção.

  • B) Incorreta. Não há imitação do estilo de outro autor.

  • D) Incorreta. Não há combinação de fragmentos de diferentes textos.

  • E) Incorreta. Não se trata de uma referência indireta; o trecho foi apresentado explicitamente.

Conceito-chave: citação = reprodução direta de trecho de outro texto.


Questão 3 — Alternativa A

A) epígrafe.

A frase:

“O essencial é invisível aos olhos.”

é colocada antes do início da narrativa, funcionando como uma referência que pode orientar ou ampliar a interpretação do texto.

Esse recurso é chamado de epígrafe.

A epígrafe costuma ser uma frase, citação, poema ou pequeno trecho colocado no início de uma obra, capítulo ou seção.

  • B) Incorreta. Não há transformação humorística ou crítica de um texto.

  • C) Incorreta. Não há encontro entre personagens de universos diferentes.

  • D) Incorreta. Não houve mudança de idioma.

  • E) Incorreta. Não há combinação de fragmentos de diferentes gêneros.

Conceito-chave: epígrafe = texto ou citação colocada antes de outra produção.


Questão 4 — Alternativa D

D) paródia, porque utiliza elementos reconhecíveis do texto original para construir uma nova abordagem.

O segundo texto retoma claramente a estrutura:

“Minha terra tem...”

e a reorganiza:

“Minha escola tem...”

O leitor precisa reconhecer o texto de origem para compreender plenamente o efeito produzido.

A paródia transforma elementos de uma obra anterior para produzir uma nova construção, frequentemente com finalidade crítica, humorística ou satírica.

  • A) Incorreta. Não houve reprodução integral.

  • B) Incorreta. Não ocorreu tradução.

  • C) Incorreta. A ideia original não foi simplesmente mantida; houve mudança de contexto e finalidade.

  • E) Incorreta. Epígrafe é uma posição/função do texto, não esse tipo de transformação.

Conceito-chave: paródia = retomada e transformação de um texto anterior.


Questão 5 — Alternativa B

B) reconhecer a referência ao texto anterior e perceber a alteração realizada.

O anúncio apresenta:

“Ser ou não ser saudável: eis a questão.”

A frase remete à conhecida construção:

“Ser ou não ser, eis a questão.”

O efeito do anúncio depende do reconhecimento dessa referência. O leitor percebe que uma frase conhecida foi adaptada ao tema da saúde.

Isso demonstra como a intertextualidade depende, muitas vezes, do conhecimento prévio do leitor.

  • A) Incorreta. Se o leitor desconhecer a referência, pode perder parte do efeito produzido.

  • C) Incorreta. A frase não deve ser interpretada apenas literalmente.

  • D) Incorreta. Não houve tradução.

  • E) Incorreta. A frase foi modificada; não é uma citação integral.

Conceito-chave: reconhecimento do texto-fonte e conhecimento prévio.


Questão 6 — Alternativa A

A) paráfrase, pois a ideia original é mantida com outra forma de expressão.

Compare:

“O menino estava muito cansado e decidiu descansar.”

com:

“Exausto, o garoto resolveu fazer uma pausa.”

A estrutura foi modificada, mas a ideia essencial permanece.

Isso caracteriza a paráfrase: reformulação de um texto ou ideia anterior mantendo, em linhas gerais, seu sentido.

  • B) Incorreta. Não há crítica, humor ou transformação satírica.

  • C) Incorreta. As palavras não foram copiadas integralmente.

  • D) Incorreta. Não houve combinação de fragmentos de diferentes gêneros.

  • E) Incorreta. Não há personagens de universos diferentes.

Conceito-chave: paráfrase = reformulação mantendo a ideia essencial.


Questão 7 — Alternativa C

C) bricolagem.

O texto descrito é construído a partir da combinação de elementos provenientes de diferentes gêneros:

notícia + propaganda + história em quadrinhos + postagem de rede social.

A bricolagem ocorre quando o autor utiliza fragmentos, estruturas ou características de diferentes textos e gêneros para construir uma nova produção.

O resultado não é simplesmente uma cópia de um dos textos anteriores.

  • A) Incorreta. Não se trata de uma frase colocada como referência inicial.

  • B) Incorreta. Não houve mudança de idioma.

  • D) Incorreta. Não há reprodução direta de um trecho específico.

  • E) Incorreta. Não há apenas reformulação de uma ideia original.

Conceito-chave: bricolagem = combinação de elementos de diferentes textos/gêneros.


Questão 8 — Alternativa A

A) pastiche, porque reproduz características estilísticas de outro autor ou obra.

O escritor mantém características reconhecíveis do estilo de determinado autor:

  • tipo de narrador;

  • construção das frases;

  • humor;

  • escolhas vocabulares.

Entretanto, cria uma nova história, com personagens e acontecimentos diferentes.

Isso caracteriza o pastiche, que consiste na imitação de características estilísticas de uma obra, autor ou gênero.

  • B) Incorreta. Não houve cópia integral.

  • C) Incorreta. Não houve tradução.

  • D) Incorreta. Há uma aproximação estilística evidente.

  • E) Incorreta. A obra não é caracterizada pela simples colocação de uma referência inicial.

Conceito-chave: pastiche = imitação de estilo.


Questão 9 — Alternativa B

B) crossover.

O exemplo apresenta personagens pertencentes originalmente a universos narrativos diferentes que passam a participar da mesma história.

Essa combinação é denominada crossover.

O conceito é muito comum em filmes, séries, histórias em quadrinhos, jogos e outras narrativas.

  • A) Incorreta. Não há reformulação de uma ideia anterior.

  • C) Incorreta. Não há uma citação colocada no início da obra.

  • D) Incorreta. Não ocorreu mudança de idioma.

  • E) Incorreta. Não há reprodução direta de um trecho.

Conceito-chave: crossover = encontro de personagens ou universos narrativos diferentes.


Questão 10 — Alternativa C

C) translação, porque uma palavra ou expressão estrangeira é adaptada à nova composição linguística.

A situação descreve uma expressão que originalmente pertence a outro idioma e que é adaptada para funcionar dentro de uma nova composição linguística.

No material, a translação é apresentada justamente como:

uso de uma palavra estrangeira adaptada à nova composição linguística.

  • A) Incorreta. A adaptação de uma expressão estrangeira não caracteriza necessariamente paródia.

  • B) Incorreta. Não há necessariamente imitação do estilo de um autor.

  • D) Incorreta. Não basta uma música possuir elementos diferentes para ser classificada como bricolagem.

  • E) Incorreta. A situação envolve uma adaptação linguística específica.

Conceito-chave: translação = adaptação de elemento estrangeiro à nova composição linguística.


Gabarito comentado — Formação das Palavras

Questão 11 — Alternativa B

B) “pedr-” é o radical, pois concentra o significado básico comum às palavras.

Observe:

pedra → pedr-


pedreiro → pedr- + eiro


pedregulho → pedr- + egulho


empedrar → em + pedr- + ar

O radical é o elemento que apresenta o significado básico comum às palavras de uma mesma família.

  • A) Incorreta. “pedr-” não é afixo; é o radical.

  • C) Incorreta. “-eiro” é um sufixo.

  • D) Incorreta. “pedra” é uma palavra primitiva, não um afixo.

  • E) Incorreta. “empedrar” não apresenta dois radicais.

Conceito-chave: radical = elemento que concentra o significado básico da palavra.


Questão 12 — Alternativa C

C) afixos, pois são elementos acrescentados ao radical para formar ou modificar palavras.

Nas palavras:

infeliz


refazer


desleal


impossível

os elementos in-, re-, des- e im- aparecem antes do radical e são prefixos. Os prefixos são um tipo de afixo.

  • A) Incorreta. O radical é a base que concentra o significado principal.

  • B) Incorreta. Vogais temáticas aparecem principalmente na estrutura dos verbos e indicam conjugação.

  • D) Incorreta. Desinências indicam categorias como gênero, número, pessoa, tempo e modo.

  • E) Incorreta. Tema é formado pela união do radical com a vogal temática, quando ela existe.

Conceito-chave: afixo → prefixo ou sufixo.


Questão 13 — Alternativa C

C) incorreta, porque o elemento acrescentado antes do radical é chamado de prefixo, enquanto o acrescentado depois é chamado de sufixo.

A posição do afixo é fundamental:

prefixo + radical → infeliz


radical + sufixo → felicidade

Assim, os afixos podem aparecer antes ou depois do radical.

  • A) Incorreta. Prefixo e sufixo não ocupam a mesma posição.

  • B) Incorreta. Afixos não são desinências.

  • D) Incorreta. Prefixos também podem modificar o significado.

  • E) Incorreta. Radical e afixo possuem funções diferentes.

Conceito-chave: prefixo = antes; sufixo = depois.


Questão 14 — Alternativa A

A) a → 1ª conjugação; e → 2ª conjugação; i → 3ª conjugação.

Nos verbos apresentados:

amar → 1ª conjugação


vender → 2ª conjugação


partir → 3ª conjugação

As vogais a, e, i são vogais temáticas e indicam a conjugação dos verbos.

  • A) Correta.

  • B) Incorreta. Troca as duas primeiras conjugações.

  • C) Incorreta. A ordem está invertida.

  • D) Incorreta. “e” e “i” estão trocados.

  • E) Incorreta. As vogais indicam conjugações diferentes.

Conceito-chave:


1ª conjugação → -ar


2ª conjugação → -er


3ª conjugação → -ir


Questão 15 — Alternativa B

B) todas são formadas por composição por justaposição, pois os elementos são unidos sem perda significativa de suas estruturas.

Observe:

guarda + chuva → guarda-chuva


passa + tempo → passatempo


beija + flor → beija-flor


segunda + feira → segunda-feira

Na justaposição, dois ou mais elementos são unidos para formar uma nova palavra sem alteração significativa de seus elementos originais.

  • A) Incorreta. Não há apenas acréscimo de sufixos.

  • C) Incorreta. Na aglutinação ocorre alteração ou perda de elementos.

  • D) Incorreta. Não se trata de prefixação.

  • E) Incorreta. Não há derivação parassintética.

Conceito-chave: composição por justaposição = união sem alteração significativa.


Questão 16 — Alternativa C

C) composição por aglutinação.

Nas palavras apresentadas, ocorre a união de elementos com alteração ou perda de parte de sua estrutura.

Exemplos:

plano + alto → planalto


água + ardente → aguardente

Na aglutinação, os elementos se unem e sofrem modificações.

  • A) Incorreta. Na justaposição, não ocorre alteração significativa dos elementos.

  • B) Incorreta. Derivação regressiva envolve redução da palavra, geralmente na formação de substantivos a partir de verbos.

  • D) Incorreta. Não há simplesmente acréscimo de prefixo.

  • E) Incorreta. Não houve mudança de classe gramatical como processo principal.

Conceito-chave: aglutinação = união com alteração dos elementos.


Questão 17 — Alternativa B

B) todas são formadas por derivação prefixal, pois receberam prefixos antes do radical ou da base.

Observe:

desfazer


infeliz


reescrever


ultramoderno

Os elementos destacados aparecem antes da base:

des- + fazer


in- + feliz


re- + escrever


ultra- + moderno

Portanto, ocorre derivação prefixal.

  • A) Incorreta. Não há acréscimo de elementos depois do radical.

  • C) Incorreta. Não ocorre união de dois radicais independentes.

  • D) Incorreta. Não há redução das palavras.

  • E) Incorreta. Não há mudança de classe gramatical.

Conceito-chave: derivação prefixal = acréscimo de prefixo.


Questão 18 — Alternativa B

B) derivação sufixal.

Observe:

feliz → felizdade


real → realidade


rápido → rapidez

Em todos os casos, acrescenta-se um elemento depois da base.

Esse elemento é o sufixo, e o processo é chamado de derivação sufixal.

  • A) Incorreta. Prefixos aparecem antes da base.

  • C) Incorreta. Não houve redução.

  • D) Incorreta. Não houve apenas mudança de classe gramatical.

  • E) Incorreta. Não houve união de dois radicais.

Conceito-chave: derivação sufixal = acréscimo de sufixo.


Questão 19 — Alternativa D

D) derivação parassintética.

Nas palavras:

en + tristecer → entristecer


en + surdecer → ensurdecer


em + pobrecer → empobrecer

há acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo.

O ponto fundamental da parassíntese é que os dois elementos participam conjuntamente da formação da nova palavra.

Por exemplo:

triste → entristecer

Não temos:

tristecer


entrist

como formas correspondentes ao mesmo processo.

  • A) Incorreta. Não há apenas prefixação.

  • B) Incorreta. Não há apenas sufixação.

  • C) Incorreta. Não ocorreu mudança de classe gramatical sem alteração estrutural.

  • E) Incorreta. Não há união de dois radicais.

Conceito-chave: parassíntese = prefixo + sufixo acrescentados conjuntamente.


Questão 20 — Alternativa C

C) ocorre derivação imprópria, pois a mesma forma vocabular passa de uma classe gramatical para outra sem alteração de sua estrutura.

Observe:

“O jantar foi servido às oito horas.”

Aqui, jantar funciona como substantivo.

“Eles vão jantar às oito horas.”

Aqui, jantar funciona como verbo.

A palavra mantém a mesma forma, mas muda de classe gramatical conforme o contexto.

Esse processo é chamado de derivação imprópria.

  • A) Incorreta. Derivação regressiva envolve redução da palavra, como em determinados pares verbo → substantivo.

  • B) Incorreta. Não houve acréscimo de prefixo.

  • D) Incorreta. Não houve união de palavras ou radicais.

  • E) Incorreta. Não há prefixo e sufixo acrescentados simultaneamente.

Conceito-chave: derivação imprópria = mudança de classe gramatical sem mudança na forma da palavra.


Gabarito comentado — Substantivos: tipos e flexão

Questão 21 — Alternativa C

C) “escultura” é concreto, enquanto “admiração” é abstrato.

A palavra “escultura” nomeia um ser que possui existência independente de uma ação ou sentimento. Portanto, é um substantivo concreto.

“admiração” nomeia um sentimento, algo que depende de alguém para senti-lo. Por isso, é um substantivo abstrato.

  • A) Incorreta. As classificações estão invertidas.

  • B) Incorreta. “Admiração” é abstrato.

  • D) Incorreta. “Escultura” não é substantivo próprio.

  • E) Incorreta. Nenhum dos dois é coletivo ou partitivo.

Conceito-chave: concreto = existência independente; abstrato = ação, estado, qualidade ou sentimento.


Questão 22 — Alternativa A

A) Mariana – escola – alegria.

A sequência solicitada é próprio → comum → abstrato.

  • Mariana → substantivo próprio, pois individualiza uma pessoa.

  • escola → substantivo comum, pois nomeia um ser de maneira geral.

  • alegria → substantivo abstrato, pois nomeia um sentimento.

  • B) Apresenta a ordem incorreta.

  • C) “escola” e “flor” são comuns.

  • D) “flor” não é próprio e “escola” não é abstrato.

  • E) “alegria” é abstrato, mas aparece na posição errada.

Conceito-chave: próprio individualiza; comum generaliza; abstrato nomeia sentimentos, ações, estados ou qualidades.


Questão 23 — Alternativa B

B) “guarda-roupa” é composto, “estante” é simples e “cardume” é coletivo.

Observe:

estante → possui um único radical → substantivo simples.

guarda-roupa → formado pela união de dois elementos → substantivo composto.

cardume → nomeia um conjunto de peixes → substantivo coletivo.

  • A) Incorreta. “guarda-roupa” é composto.

  • C) Incorreta. “Livros” é simples e “cardume” é coletivo.

  • D) Incorreta. “Guarda-roupa” possui mais de um radical.

  • E) Incorreta. Representar um conjunto não torna uma palavra composta.

Conceito-chave: simples/composto diz respeito à estrutura; coletivo diz respeito ao significado.


Questão 24 — Alternativa B

B) “pedreiro”, “terreiro” e “casinha” são substantivos derivados, pois foram formados a partir de palavras já existentes.

Temos:

pedra → pedreiro


terra → terreiro


casa → casinha

As palavras pedreiro, terreiro e casinha são formadas a partir de palavras primitivas por meio de elementos acrescentados à base.

  • A) Incorreta. Elas não são primitivas.

  • C) Incorreta. “Pedreiro” e “terreiro” também são derivados.

  • D) Incorreta. A relação é inversa: as primeiras são primitivas.

  • E) Incorreta. Ter várias sílabas não significa ser uma palavra composta.

Conceito-chave: primitivo = não deriva de outra palavra; derivado = formado a partir de uma palavra existente.


Questão 25 — Alternativa C

C) é um substantivo coletivo, pois, mesmo estando no singular, indica um conjunto de seres.

A palavra “multidão” está no singular, mas representa um conjunto de pessoas.

Esse é justamente o funcionamento dos substantivos coletivos: uma palavra no singular pode representar vários seres da mesma espécie ou categoria.

  • A) Incorreta. “Multidão” não é abstrato.

  • B) Incorreta. Não é substantivo próprio.

  • D) Incorreta. Partitivo indica uma parte de um conjunto.

  • E) Incorreta. “Multidão” é simples quanto à estrutura, embora seja coletiva quanto ao significado.

Conceito-chave: coletivo = singular que representa um conjunto.

Questão 26 — Alternativa B

B) uniforme epiceno, porque nomeia um animal cujo gênero é indicado pelas palavras “macho” ou “fêmea”.

A palavra “onça” apresenta uma única forma para designar o animal, independentemente do sexo.

Quando é necessário especificar o sexo, utilizamos:

onça macho


onça fêmea

Esse tipo de substantivo é chamado de uniforme epiceno.

  • A) Incorreta. Não existe a forma “onço” para designar o macho.

  • C) Incorreta. Comum de dois gêneros refere-se geralmente a pessoas, como “o estudante / a estudante”.

  • D) Incorreta. Sobrecomum apresenta uma única forma para pessoas de ambos os sexos, como “a criança”.

  • E) Incorreta. “Onça” é substantivo comum.

Conceito-chave: epiceno = substantivo uniforme usado para animais; o sexo é indicado por “macho” ou “fêmea”.

Questão 27 — Alternativa C

C) comum de dois gêneros.

A palavra “testemunha” mantém a mesma forma para homem ou mulher:

o testemunha? ❌


a testemunha → independentemente do sexo.

Aqui, porém, há um ponto importante: “testemunha” é tradicionalmente classificada como substantivo sobrecomum, pois apresenta uma única forma e um único gênero gramatical, podendo referir-se a pessoas de ambos os sexos:

a testemunha — homem ou mulher.

Portanto, a questão, como foi formulada, apresenta um problema na alternativa correta. A classificação gramatical mais adequada é:

Resposta correta: D) sobrecomum.

A alternativa C seria adequada para palavras como:

o estudante / a estudante


o jornalista / a jornalista

Nesse caso, a mudança do artigo permite identificar o gênero.

Conceito-chave:

  • comum de dois gêneros → o/a estudante;

  • sobrecomum → a testemunha, a criança, a pessoa;

  • epiceno → a onça macho / a onça fêmea.


Questão 28 — Alternativa A

A) “beijinho” apresenta grau diminutivo sintético, enquanto “abraço enorme” apresenta grau aumentativo analítico.

Em:

beijo → beijinho

o diminutivo é formado pelo acréscimo de um sufixo, -inho. Portanto, é diminutivo sintético.

Em:

abraço enorme

a ideia de aumento é expressa pela palavra “enorme”, sem alteração estrutural do substantivo. Portanto, temos aumentativo analítico.

  • B) As classificações estão invertidas.

  • C) “Abraço enorme” não apresenta diminutivo.

  • D) “Beijinho” não é aumentativo.

  • E) A questão trata de grau, não de gênero.

Conceito-chave: sintético = alteração na palavra; analítico = uso de outra palavra para indicar o grau.


Questão 29 — Alternativa C

C) “pães” está correto, pois determinados substantivos terminados em -ão podem formar o plural em -ães.

A palavra:

pão → pães

é um exemplo de substantivo terminado em -ão cujo plural é formado por -ães.

Outras formas possíveis em palavras terminadas em -ão incluem:

-ãos → irmãos


-ões → corações


-ães → pães, cães

Por isso, não existe uma única regra para todas as palavras terminadas em -ão.

  • A) Incorreta. “Cartazes” está corretamente formado.

  • B) Incorreta. “Papéis” é o plural correto de “papel”.

  • D) Incorreta. Existem diferentes regras de plural.

  • E) Incorreta. “Pãos” não é a forma padrão de plural de “pão”.

Conceito-chave: palavras terminadas em -ão podem apresentar plurais diferentes.


Questão 30 — Alternativa B

B) partitivo, porque indica uma parcela ou parte de um conjunto.

No trecho:

“Uma parte dos funcionários apresentou propostas...”

a palavra “parte” indica apenas uma parcela de um conjunto maior: os funcionários.

Por isso, nesse contexto, funciona como substantivo partitivo.

  • A) Incorreta. Coletivo nomeia um conjunto, como “cardume” ou “multidão”.

  • C) Incorreta. “Parte” não é substantivo próprio.

  • D) Incorreta. “Parte” não é formada pela união de dois radicais.

  • E) Incorreta. Apesar de poder representar uma ideia abstrata em outros contextos, essa não é a classificação solicitada aqui.

Conceito-chave: partitivo = indica uma parte de um conjunto.


Gabarito comentado — Artigos: combinação e contração

Questão 31 — Alternativa B

B) “ao” resulta da combinação da preposição a com o artigo o, sem perda de elementos.

Temos:

a + o = ao

Os dois elementos permanecem identificáveis na forma resultante. Por isso, ocorre combinação.

  • A) Incorreta. Não há perda de elemento.

  • C) Incorreta. “ao” não resulta de de + o.

  • D) Incorreta. “ao” não é artigo indefinido.

  • E) Incorreta. “ao” é resultado da união de preposição + artigo.

Conceito-chave: combinação = união sem perda de elementos.


Questão 32 — Alternativa B

B) “aos” é combinação de a + os, enquanto “dos” é contração de de + os.

Observe:

a + os = aos → combinação.

Não há perda de elementos.

Já:

de + os = dos → contração.

Nesse caso, ocorre alteração na forma da preposição.

  • A) Incorreta. “aos” não é contração.

  • C) Incorreta. As classificações estão invertidas.

  • D) Incorreta. “aos” e “dos” não são simplesmente artigos.

  • E) Incorreta. As palavras resultam da união entre preposição e artigo.

Conceito-chave:


a + os → aos = combinação


de + os → dos = contração


Questão 33 — Alternativa C

C) incorreta, porque “da” resulta da contração de de + a.

Na frase:

“Ela voltou da escola.”

temos:

de + a = da

Portanto, “da” não é simplesmente um artigo. É o resultado da contração da preposição “de” com o artigo definido feminino “a”.

  • A) Incorreta. “da” não é apenas artigo.

  • B) Incorreta. Preposições podem se unir a artigos.

  • D) Incorreta. Há contração, e não combinação.

  • E) Incorreta. “da” não é uma preposição isolada.

Conceito-chave: de + a → da = contração.


Questão 34 — Alternativa B

B) “à” resulta da contração de a + a, representada graficamente pelo acento grave.

Na frase:

“O diretor dirigiu-se à professora.”

temos:

a + a = à

O primeiro a é a preposição exigida pelo verbo “dirigir-se”; o segundo é o artigo definido feminino que acompanha “professora”.

A fusão é marcada pelo acento grave (à), indicando a ocorrência da crase.

  • A) Incorreta. Há alteração gráfica e fusão dos elementos.

  • C) Incorreta. “à” não é apenas artigo.

  • D) Incorreta. Não temos “de + a”.

  • E) Incorreta. Não é artigo indefinido.

Conceito-chave: a + a → à = contração com crase.


Questão 35 — Alternativa B

B) Em “ao”, ocorre combinação; em “do”, ocorre contração.

Temos:

a + o = ao → combinação.

de + o = do → contração.

A diferença está justamente na preservação ou alteração dos elementos que formam a expressão.

  • A) Inverte os processos.

  • C) Incorreta. “do” é contração.

  • D) Incorreta. “ao” é combinação.

  • E) Incorreta. As palavras não são simplesmente artigos.

Conceito-chave:


ao = combinação


do = contração


Questão 36 — Alternativa A

A) “na” = em + a, contração; “à” = a + a, contração.

Temos:

em + a = na

a + a = à

Nos dois casos ocorre contração, pois há alteração/fusão dos elementos.

  • B) Incorreta. Não são combinações.

  • C) Incorreta. “na” não resulta de de + a.

  • D) Incorreta. “à” não resulta de de + a.

  • E) Incorreta. As palavras resultam da união entre preposição e artigo.

Conceito-chave:


em + a → na


a + a → à


Questão 37 — Alternativa C

C) o aluno está incorreto, pois “aos” resulta da combinação de a + os, enquanto “com os” permanece separado.

Temos:

a + os = aos → combinação.

Já:

com + os = com os

Nesse caso, a preposição com não se funde com o artigo. Os dois elementos permanecem separados.

Esse é um ponto importante: nem toda preposição seguida de artigo produz uma palavra única.

  • A) Incorreta. Nem toda união é contração.

  • B) Incorreta. “com os” não forma uma única palavra.

  • D) Incorreta. “aos” não é simplesmente artigo.

  • E) Incorreta. As estruturas não são iguais.

Conceito-chave: algumas preposições permanecem separadas do artigo.


Questão 38 — Alternativa B

B) “pelo” é contração de por + o, e “à” é contração de a + a.

Temos:

por + o = pelo

a + a = à

Em ambos os casos ocorre contração.

  • A) Incorreta. “pelo” não é combinação.

  • C) Incorreta. “pelo” não resulta de de + o.

  • D) Incorreta. “à” não resulta de de + a.

  • E) Incorreta. As palavras são formadas pela união de preposição e artigo.

Conceito-chave:


por + o → pelo


a + a → à

Questão 39 — Alternativa B

B) “um” e “uma” são artigos indefinidos, pois apresentam os substantivos de maneira não determinada.

Observe:

um bom planejamento”


uma grande diferença”

Os artigos um e uma apresentam os substantivos sem especificá-los de maneira determinada.

Compare:

o planejamento → artigo definido


um planejamento → artigo indefinido

  • A) Incorreta. São artigos indefinidos.

  • C) Incorreta. Não são artigos definidos.

  • D) Incorreta. Não substituem os substantivos.

  • E) Incorreta. Não são preposições.

Conceito-chave: artigos indefinidos → um, uma, uns, umas.


Questão 40 — Alternativa A

A) do = de + o (contração); na = em + a (contração); aos = a + os (combinação); à = a + a (contração).

Vamos decompor cada palavra:

1. do

de + o → do

Contração.

2. na

em + a → na

Contração.

3. aos

a + os → aos

Combinação, pois os elementos permanecem reconhecíveis.

4. à

a + a → à

Contração, marcada pela crase.

Portanto, a sequência correta é:

contração – contração – combinação – contração.

  • B) Classifica “do” e “na” incorretamente.

  • C) “na” não resulta de de + a.

  • D) “aos” não é contração.

  • E) As palavras não são simplesmente artigos; resultam da união com preposições.

Conceito-chave: é necessário identificar qual preposição está presente e verificar se ocorreu combinação ou contração.






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